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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

"O Ocidente tornou-se o túmulo de Deus", denuncia o Cardeal Sarah



A verdadeira crise que enfrenta o nosso mundo agora não é essencialmente econômica ou política, mas uma crise de Deus e ao mesmo tempo uma crise antropológica", escreve o Cardeal Robert Sarah prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, numa reflexão publicada na última edição da revista 'Vita e Pensiero', divulgada hoje. "Claro, hoje falamos apenas da crise econômica: no desenvolvimento do poder da Europa - depois das suas orientações religiosas e éticas originárias - o interesse econômico tornou-se determinante e cada vez mais exclusivo."



"A cultura ocidental - escreve Sarah - foi gradualmente sendo organizada como se Deus não existisse: muitos hoje decidiram prescindir de Deus. Como diz Nietzsche, para muitos no Ocidente, Deus está morto E fomos nós que O matámos, nós somos os seus assassinos e as nossas igrejas são as criptas e os túmulos de Deus. 

Um grande número de fiéis já não as frequentam, já não vão mais à igreja, para evitar sentir a putrefacção de Deus; mas ao fazê-lo, o homem já não sabe quem é nem para onde deve ir: há uma espécie de retorno ao paganismo e idolatria; a ciência, a tecnologia, o dinheiro, o poder, o sucesso, a liberdade até o amargo fim, os prazeres sem limites são, hoje, os nossos deuses."

É, então, necessário alterar a perspectiva, explica o cardeal guineense: "Devemos recordar que é em Deus que vivemos, nos movemos e existimos (At 17, 28). É n'Ele que tudo subsiste. Ele é o Princípio, n'Ele habita toda a Plenitude, diz-nos São Paulo; fora d'Ele nada existe: tudo encontra o seu próprio ser em Deus e a sua própria verdade, ou Deus ou nada.

Certo, existem problemas enormes, situações muitas vezes dolorosas, uma existência humana difícil e angustiante; ainda assim, devemos reconhecer que é Deus que dá sentido a tudo. As nossas preocupações, os nossos problemas, os nossos sofrimentos existem e preocupamo-nos, mas nós sabemos que se resolvido n'Ele, sabemos que é Deus ou nada, e percebemo-lo como uma evidência que se nos impõe não a partir do exterior, mas do interior da alma, porque o amor não se impõe pela força, mas seduzindo o coração com uma luz interior."

Matteo Matzuzzi in Il Foglio

https://www.facebook.com/Irmandade-dos-Defensores-da-Sagrada-Cruz-224600517562367/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Caminho Neocatecumenal é uma comunidade judaico-protestante

Rorate Caeli — Adelante la Fe | Tradução Sensus fideiTrecho da entrevista com D. Athanasius Schneider realizada e publicada por John Henry Newman Centro de Ensino Superior, Hungria.

Sr. Fülep: Enquanto se persegue a tradição, existem alguns novos movimentos modernos que estão muito respaldados. Um deles é a comunidade de Kiko. Qual é a sua opinião sobre o Caminho Neocatecumenal? 

Sua Excelência Dom Schneider: Este é um fenômeno muito complexo e triste. Para falar abertamente: É um cavalo de Troia na Igreja. Eu os conheço muito bem, porque fui um delegado episcopal para eles durante vários anos no Cazaquistão, em Karaganda. E os ajudei em suas missas e reuniões e li os escritos de Kiko, seu fundador, portanto, conheço-os bem. Quando falo abertamente, sem diplomacia, devo dizer: O Caminho Neocatecumenal é uma comunidade judio-protestante dentro da Igreja apenas com uma decoração católica. O aspecto mais perigoso está em relação à Eucaristia, porque a Eucaristia é o coração da Igreja. Quando o coração está em más condições, todo o corpo está em mau estado. Para o neocatecúmeno, a Eucaristia é primariamente um banquete fraternal. Isto é protestante, uma atitude tipicamente luterana. Eles rejeitam a ideia e o ensino da Eucaristia como um verdadeiro sacrifício. Até mesmo argumentam que o ensino tradicional, e a fé na Eucaristia como sacrifício, não é cristã, mas pagã. Isto é completamente absurdo, isto é tipicamente luterano, protestante. Durante as suas liturgias eucarísticas tratam o Santíssimo Sacramento de uma forma tão banal, que às vezes se torna horrível. Eles se sentam para receber a Sagrada Comunhão, e, em seguida, se os fragmentos são perdidos, já não fazem caso deles, e depois da Comunhão dançam, em vez de orar e adorar Jesus em silêncio. Isto é realmente mundano e pagão, naturalista.

Sr. FülepO problema não poderia ser apenas na prática …

Sua Excelência Dom Schneider: O segundo perigo é a sua ideologia. A ideia principal do Neocatecumenato de acordo com seu fundador Kiko Arguello é a seguinte: a Igreja tinha uma vida ideal até Constantino, no século IV, somente esta era, de fato, a verdadeira Igreja. E com Constantino a Igreja começou a se degenerar: degeneração doutrinal, degeneração litúrgica e moral, tendo a Igreja alcançado o ápice desta degeneração doutrinária e litúrgica com os decretos do Concílio de Trento. No entanto, contrariamente à sua opinião, o oposto é verdadeiro: esse foi um dos aspectos de maior destaque da história da Igreja, por causa da clareza da doutrina e da disciplina. De acordo com Kiko, o obscurantismo da Igreja durou desde o século IV até o Concílio Vaticano II. Foi somente com o Vaticano II que a luz entrou no Igreja. Isto é uma heresia, porque significa dizer que o Espírito Santo abandonara a igreja. E isto é muito sectário e muito alinhado com Martinho Lutero, quando afirmou que, até ele, a Igreja estivera em obscuridade e foi unicamente por meio dele que a luz veio à Igreja. A posição de Kiko é fundamentalmente a mesma, só que Kiko postula o obscurantismo da Igreja de Constantino até o Vaticano II. Então, eles interpretam mal o Concílio Vaticano II. Eles se dizem apóstolos do Vaticano II. Assim, justificam todas as suas práticas e doutrinas heréticas com o Vaticano II. Este é um grave abuso.


Sr. Fülep: Como pode esta comunidade ser oficialmente admitida na Igreja?

Sua Excelência Dom Schneider: Esta é uma outra tragédia. Eles estabeleceram um poderoso grupo de pressão (lobby) no Vaticano há pelo menos trinta anos. E há um outro engano: em muitos eventos apresentam uma grande quantidade de frutos de conversão e muitas vocações para os bispos. Um grande número de bispos estão cegos pelos frutos, e não veem os erros, não os examinam. Eles têm famílias grandes, filhos numerosos, e têm um alto padrão moral na vida familiar. Isto é, claro, alcança um bom resultado. No entanto, há também um tipo de comportamento exagerado para pressionar as famílias para que obtenham um número máximo de crianças. Isto não é saudável. E dizem, estamos aceitando a Humanae Vitae, e isso, claro, é bom. Mas ao final isso é uma ilusão, porque há também um bom número de grupos protestantes no mundo de hoje com um alto padrão moral, que também tem um grande número de crianças, e que também vão e protestam contra a ideologia de gênero, homossexualidade e que também aceitam Humanae Vitae. Mas, para mim, esse não é um critério decisivo da verdade! Há também um grande número de comunidades protestantes que convertem um grande número de pecadores, pessoas que viviam com vícios como o alcoolismo e as drogas. Assim, o fruto da conversão não é um critério decisivo para mim e eu não vou convidar este bom grupo protestante que converte os pecadores e tem uma enorme quantidade de crianças em minha diocese para participar no apostolado. Esta é a ilusão de muitos bispos, que estão cegos pelo “frutos”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Momento Cultural - Canarios – Antonio Martín y Coll (sec. XVI)


Canarios – Antonio Martín y Coll (sec. XVI)


Concerto "A História da Música - Do Gregoriano ao Barroco" realizado no Mosteiro de São Bento de São Paulo em 11-12-2015. Participação do Coro Gregoriano Exultet, Camerata Santa Cecília e Flammula Chorus

sábado, 7 de janeiro de 2017

Novo material do Vaticano diz que Lutero é “Testemunha do Evangelho”



Nota do Blog

Agora é o Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos que está “Canonizando” Lutero, que foi um dos maiores hereges, responsável pelo desvio de muitos, do Caminho da Verdade presente unicamente na Igreja Católica Fundada pelo próprio Cristo.

O material da semana de oração para a Unidade dos Cristãos, traz Lutero como herói e “Testemunha do Evangelho”.

Uma verdadeira e odiosa infâmia, pois, como é possível que se aplique o termo “Testemunha do Evangelho” a um dos homens mais culpados pela confusão religiosa e deturpação da Sagrada Escritura, contestação da validade e necessidade dos Santos Sacramentos e da Legítima necessidade da Igreja como mediadora na Salvação que nos Veio no Santo Sacrifício de Cristo?

Assim, a Igreja que condenou no passado de forma tão firme estes erros tão perigosos à Salvação dos fiéis, é desautorizada e contrariada por homens que se acham uma nova Igreja atualizada, liberal ecumênica. Estes homens ditos católicos desautorizam com estes sinais a Santa Igreja Católica de Cristo, para defenderem e se mancomunarem com um verdadeiro Herege.

Tradução do Espanhol
A Santa Sé publicou o material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. No Texto oficial se volta a reconhecer Lutero como “Testemunha do Evangelho”. Haverá uma comemoração conjunta da Reforma Protestante.

O material do conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos inclui o seguinte Texto disponível no Site do Vaticano:

“Em 1517 Martinho Lutero expressou preocupações sobre o que ele via como abusos na Igreja de seu tempo, tornando públicas suas 95 teses. Em 2017 temos o 500º aniversário desse evento, chave dos movimentos de reforma, que marcaram a vida da Igreja ocidental por vários séculos. Esse evento tem sido tema de controvérsia na história das relações inter-eclesiais na Alemanha, e não menos nestes últimos anos. A Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) tem estado se preparando para esse aniversário desde 2008, focalizando a cada ano um aspecto particular da Reforma, como, por exemplo: a Reforma e a Política ou a Reforma e a Educação. A EKD também convidou seus parceiros ecumênicos em vários níveis para ajudar a comemorar os eventos de 1517.

Depois de extensas, e às vezes difíceis, discussões, as Igrejas na Alemanha concordaram que o caminho para comemorar ecumenicamente essa Reforma deveria ser uma Christusfest – uma Celebração de Cristo. Se a ênfase fosse colocada em Jesus Cristo e seu trabalho de reconciliação como centro da fé cristã, então todos os parceiros ecumênicos da EKD (católicos romanos, ortodoxos, batistas, metodistas, menonitas e outros) poderiam participar das festividades desse aniversário.

Considerando-se o fato de que a história da Reforma foi marcada por dolorosa divisão, esse foi um importante avanço. A Comissão Luterana-Católica Romana sobre a Unidade tem trabalhado com afinco para produzir uma compreensão partilhada dessa comemoração. Seu importante documento, Do Conflito à Comunhão, reconhece que ambas as tradições abordam esse aniversário numa era ecumênica, após as conquistas de cinquenta anos de diálogo e com novas compreensões de sua própria história e teologia. Deixando à parte o que é polêmico, nas visões teológicas da Reforma, católicos agora são capazes de ouvir o desafio de Lutero para a Igreja de hoje, reconhecendo-o como uma ‘Testemunha do Evangelho’ (Do Conflito à Comunhão 29). E assim, depois de séculos de condenações e depreciações mútuas, em 2017 cristãos luteranos e católicos irão pela primeira vez comemorar juntos o começo da Reforma”
 ***

Encerramos esta triste postagem, professando nossa tão amada Fé Católica entregue pelo próprio Cristo a sua amada Igreja, para que ela a defendesse contra todo e qualquer erro.

Rechaçamos assim, todo erro herético defendido por Lutero em suas tezes e por seus seguidores, como pelas denominações que receberam as seitas por ele iniciadas.

Não é possível, nem admissível, a nós católicos comemorarmos a Data terrível da desobediência do cisma e do erro. Defender Lutero e suas tezes é condenar automaticamente a Verdade encarnada que é Jesus e sua Revelação confiada de forma integra e inequívoca a Sua amada e eterna Esposa, Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a qual aderimos com todo o nosso coração e nossa alma de forma perpétua e verdadeira.

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