Nosso Canal

sexta-feira, 10 de março de 2017

Momento Cultural - Virgen Bendita sin par


Virgen Bendita sin par – Pedro Escobar (1465 – 1535)


Concerto "A História da Música - Do Gregoriano ao Barroco" realizado no Mosteiro de São Bento de São Paulo em 11-12-2015. Participação do Coro Gregoriano Exultet, Camerata Santa Cecília e Flammula Chorus

 

quarta-feira, 8 de março de 2017

A confissão por São João Bosco



 Não se calcula quanto Dom Bosco insistiu durante toda a sua vida em recomendar a Confissão! Para ele era esse o grande meio educativo. Nas breves alocuções que fazia após as orações da noite voltava sempre sobre este argumento. Nas paredes dos pórticos do Oratório, fizera pintar em caracteres cubitais várias máximas da Sagrada Escritura para que se gravassem bem no espírito dos alunos. Pois bem, três delas se referiam ao sacramento da penitência.


Huysmans, este grande escritor católico que tão bem compreendeu a alma do Santo, nô-lo descreveu neste ofício incessante de confessor misericordioso. O quadro é esplêndido: "Confessava na Igreja, ao ar livre, no canto de um quarto; e até se conserva a lembrança desse padre admirável a confessar num campo alugado, depois de todos os proprietários de imóveis, um após o outro, terem-no despedido. Sentava-se numa pequena elevação do terreno e, a pouca distância, os meninos em círculo, de joelhos, se recolhiam e se preparavam para confessar suas faltas ainda não perdoadas ou as esquecidas. O Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário da roça, puxava para perto de si o penitente que tinha terminado o exame de consciência, e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça a seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas."

Mais que tudo isso, quando se tratava de que ele não conhecia ou que percebia que estavam inquietos, perturbados nas suas relações com Deus, sabia no seu zelo industriar-se para conseguir que manifestassem o seu desejo de uma confissão geral. E depois de receber a confissão de um passado inteiro, então ficava tranquilo a respeito da alma que lho havia confiado: tinha certeza de podê-la conservar, guiar e conquistar para o Bem.
 
(Dom Bosco, A. Auffray, p.300)

https://www.facebook.com/Irmandade-dos-Defensores-da-Sagrada-Cruz-224600517562367/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Cardeal Muller dá interpretação final da Amoris Lætitia



Na semana passada foi publicada uma entrevista com o Cardeal Gerhard Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Além do Papa, é ele que tem autoridade para interpretar os documentos da Igreja de acordo com o Magistério, como ele próprio diz na entrevista.

Nos últimos meses surgiram entre alguns bispos dúvidas sobre a interpretação correta da exortação apostólica Amoris Lætitia. Nesta entrevista o Cardeal Muller não disse nenhuma novidade, mas voltou a esclarecer que a única interpretação possível da Amoris Lætitia é a que está de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.

Aqui fica parte da entrevista:

Pode haver alguma contradição entre a Tradição e a própria consciência?

Não, é impossível. Por exemplo, não se pode dizer que haja circunstâncias em que um adultério não constitui um pecado mortal. Para a doutrina católica é impossível a coexistência entre o pecado mortal e a graça santificante. Para superar esta absurda contradição, Cristo instituiu para os fiéis o Sacramento da Penitência e Reconciliação com Deus e com a Igreja.

Esta é uma questão que se discute muito a propósito do debate em torno da exortação pós-sinodal Amoris Lætitia.

Amoris Lætitia deve ser interpretada claramente à luz de toda a doutrina da Igreja. (...) Eu não gosto disto, não está certo que tantos bispos estejam a interpretar a Amoris Lætitia de acordo com a sua maneira de entender o ensinamento do Papa. Isto não está de acordo com a doutrina Católica. O magistério do Papa é interpretado apenas por ele ou pela Congregação para a Doutrina da Fé. O Papa interpreta os bispos, não são os bispos que interpretam o Papa, isto é uma inversão da estrutura da Igreja Católica. Eu insisto com todos os que estão a falar demais para estudarem a doutrina sobre o papado e o episcopado. O bispo, como mestre da Palavra, tem que ser primeiro bem formado para não cair no risco do cego a guiar os cegos. (...)

A exortação Familiaris Consortio de São João Paulo II estipula que os casais divorciados e recasados que não se podem separar, para receberem os sacramentos, têm que decidir viver em continência. Este requisito ainda é válido?

Claro, não é dispensável. Porque isto não é apenas uma lei positiva de João Paulo II. Ele expressou um ensinamento essencial da teologia moral Cristã e da teologia dos sacramentos. A confusão neste ponto também tem a ver com a incapacidade de aceitar a encíclica Veritatis Splendor, com a doutrina clara sobre o "intrinsece malum." (...) Para nós o matrimônio é a expressão da participação na união entre o noivo, Cristo, e a Igreja, sua noiva. Isto não é, como alguns diziam durante o Sínodo, uma analogia simples e vaga. Não! É a substância do sacramento, e nenhuma autoridade no céu ou na terra, nem um anjo, nem o Papa, nem um concílio, nem a lei dos bispos, tem o poder para mudar isso.

Como é que se pode resolver o caos que se está a gerar por causa das diferentes interpretações que estão a ser dadas a esta passagem da Amoris Lætitia?

Eu insisto para que todos reflitam, estudando primeiro a doutrina da Igreja. Começando pela Palavra de Deus na Sagrada Escritura, que é muito clara sobre o matrimônio. Recomendo também não entrar numa casuística que pode facilmente originar mal-entendidos, especialmente aquele de que se o amor desaparece a ligação matrimonial morre. Isso são sofismas: a Palavra de Deus é muito clara e a Igreja não aceita a secularização do matrimônio. A tarefa dos sacerdotes e dos bispos não é criar confusão, mas trazer claridade. Uma pessoa não pode apenas olhar para as pequenas passagens na Amoris Lætitia mas tem que a ler como um todo, com o propósito de tornar o Evangelho do matrimônio e da família mais atrativo para as pessoas. Não foi a Amoris Lætitia que provocou a interpretação confusa, mas alguns intérpretes confusos. Todos temos de perceber e aceitar a doutrina de Cristo e da sua Igreja e ao mesmo tempo estar prontos para ajudar os outros a percebê-la e a pô-la em prática, mesmo em situações difíceis.

in Settimo Cielo

Via - Senza Pagare
https://www.facebook.com/Irmandade-dos-Defensores-da-Sagrada-Cruz-224600517562367/?ref=bookmarks